Nós recebemos o curso para seguir logo depois de nosso lanche. Kishan e eu fomos para o terraço para assistirmos o barco zarpar da doca e ir para mar aberto. O navio roncou brevemente quando os motores começaram a funcionar.
A brisa tocou meu rosto quando o navio começou se mover, e eu espiava mar enquanto avançávamos pelas águas verdes-azuladas. Eventualmente Ren se reuniu a nós. Ele me deu o seu sorriso torto, ele apertou meu ombro antes de também se inclinar para olhar para a água agitada abaixo de nós.
“Kadam disse que deveremos chegar em Goa amanhã pela amanhã.” Ren comentou. “Se encontra por volta de 560 km daqui. O instrutor de mergulho subirá a bordo no fim da tarde. Podemos mostrar a Kelsey a cidade e talvez fazer algumas compras.”
Kishan replicou. “Parece divertido.”
“Que tipo de compras?” Perguntei.
Ren encolheu os ombros. “Olhar as vitrines se você quiser, apesar da maioria dos mercados serem a céu aberto.”
“Eu gostaria de mandar algo para Mike, Sarah e para as crianças, e também para Jennifer das aulas de wushu.” Disse sentindo uma pontada de culpa de não conseguir manter melhor contato.
“Nós podemos providenciar isso. Nilima vai garantir que qualquer coisa que você escolha chegue ao seu destino e não possa ser rastreado de volta para nós. Ela envia sua correspondência para contatos em outros países. Eles enviam para outras correspondências para a América. Lá eles encaixotam novamente. É um sistema complicado.”
“Lokesh certamente é uma complicação nas nossas vidas, não é?”
“Dessa vez nós vamos derrota-lo. Estaremos mais preparados,” Kishan declarou.
Encolhi os ombros e ambos os homens deram um passo para mais perto de mim. Tentando aliviar o clima perguntei, “Querem assistir um filme? Acho que está na hora de introduzir vocês tigres ao Tubarão. Vocês dois precisam de uma boa dose de nervosismo com o oceano, para eu não ser a única a ficar com medo de entrar na água.”
Tubarão foi acompanhado de Tubarão 2. Ambos, Ren e Kishan, concordaram que o primeiro filme era melhor que o segundo, apesar dos efeitos especiais antigos. Infelizmente eles ainda zombavam dos meus medos. Acho que , eles mesmo sendo predadores, isso o tornava menos medrosos em frente a outros predadores.
Nós nos juntamos a Sr.Kadam e Nilima até a sala de jantar (esperando a sua tradução) onde havia um bufê de comida do mar nos esperando. salmão teriyaki cristalizados regados com manteiga e cebolinha, vieiras mel-alaranjado, camarão com molho picante, lagosta recheada com cogumelos, bolos de caranguejo com molho de creme de limão, salada, pão, e daiquiris de manga pura. Eu me sentei na adorável mesa polida. O sol estava quente , e eu apreciei o dossel que nos cobriam.
Estava satisfeita depois do primeiro prato, mas os irmãos se serviram diversas vezes. Depois de provoca-los para deixar alguma coisa para o pessoal da cozinha voltei para o meu quarto e me enfiei na jacuzzi até os meus dedos ficarem enrugados. Quando saí, me enrolei no robe que Kishan havia me dado de presente de aniversário e penteei meu cabelo. No meu travesseiro eu encontrei um poema.
O mar tem suas perolas.
Henry W. Longfellow
O mar tem suas pérolas,
O céu tem suas estrelas;
Mas meu coração, meu coração
Meu coração tem amor.
Grandes são o mar e o céu;
Mas meu coração é ainda maior,
E mais justo do que pérolas ou estrelas.
Iluminam e irradiam meu amor.
Você solteira e jovem dama,
Venha até o meu grande coração;
Meu coração, o mar e o céu
Estão derretendo com o seu amor!
Um barulho me assustou durante a segunda leitura do poema. Pulei da cama e dei meia volta, eu encontrei Ren sorrindo , encostado num portal de uma porta que eu não havia aberto ainda.
“Há quanto tempo está parado aí?”
“Tempo suficiente para aproveitar a visão.” Ele chegou mais perto e tirou o poema da minha mão. “Você gostou?”
“Sim.”
Ele colocou seu braço ao redor da minha cintura e puxou me mais para perto. Beijou meu o ombro do meu robe e me cheirou. “Você cheira deliciosamente.”
“Obrigado. Você não cheira mal também. Como chegou aqui? Por onde você veio?”
“Meu quarto. Quer ver?”
Balancei a cabeça e ele me guiou até o seu quarto com a mão nas minhas costas. O quarto era parecido com o de Kishan.
“Nós temos uma porta conectando nossos quartos?”
Ele sorriu. “Sim.”
“Kishan sabia sobre isso antes de fazerem a distribuição de quartos?”
“Sim.”
“Hm. Estou surpresa que ele tenha deixado você ficar com esse quarto.”
Ren franziu a testa. Originalmente pensamos que Nilima ou Sr.Kadam deveria ficar no quarto, mas achamos que seria melhor ter um tigre por perto. Nós disputamos quem iria ficar com ele, mas eu venci.” Ele fez uma careta e murmurou, “Principalmente porque Kishan sabe que de qualquer maneira eu não posso te tocar.”
Eu sufoquei uma risada, “Gostaria de ser uma mosquinha para ouvir essa conversa.”
“Meu quarto é bom, mas eu meio que estava esperando não ter que usa-lo.”
“O que está querendo dizer?”
“Eu estava querendo dizer que eu poderia dormir com você, como um tigre quero dizer.”
Levantei uma sobrancelha e ri. “Não consegue ficar longe dos meus roncos né ?!”
“Você não ronca, e eu gosto de ficar perto de você. Além do mais, você é ótima acordando de manha – Não que não seja ótimo ter você por perto agora.” Ren me puxou contra ele. “Te disse recentemente como você é linda?”
Eu sorri, estendi minha mão e tirei o cabelo de seus olhos, deixando alguns fios macios em minha mão. Ele se inclinou para sua testa tocar a minha, mas depois de poucos segundos se afastou. Seu rosto ficou pálido e seus olhos estavam fechados. Eu apertei seu braço antes de dar um passo para trás.
“Estou bem, só me de um minuto.”
“Você se recupera enquanto me troco.” Disse enquanto o empurrava para seu quarto, fechando a porta atrás de mim. Coloquei meu pijama indiano de seda e abri novamente a porta.
Ren deixou seu olhar preguiçoso percorrer meu corpo. “Esse pijama é muito lindo, mas eu gosto mais da camisola.”
“Você deveria ter visto a camisola original em Shangri-la. Não estou surpresa que tenha gostado do pijama. Você quem me deu. Você sabe.”
“Eu dei? Quando?”
“Antes de entrarmos na caverna para conseguir a profecia.”
“Hm.. obviamente eu já havia começado a ter sentimentos por você naquela época.”
“Você disse que começou a ter sentimentos por mim mesmo no circo.” Eu andei até a cama, puxei as cobertas e me virei. Ren estava bem atrás de mim.
“Você não está se sentindo mal.”
“Minimamente, mas estar perto de você, especialmente quando você está vestida de seda, vale a pena.”
Eu sorri sem jeito e ele abriu os braços. Depois de um segundo de hesitação eu andei até seu abraço e deitei minha bochecha em sua camisa. Ele me abraçou com força enquanto corria suas mãos pelas minhas costas.
“Isso é bom.” Ele disse
“É sim. Só que de uma maneira muito breve.”
“Vamos lá, vou te cobrir.”
Eu deslizei por entre os lençóis , ele puxou o cobertor menor e me ele me enrolou na minha colcha no lugar. “Como você sabia que essa é a maneira que eu gosto de dormir?” perguntei.
“Eu presto atenção. Você ama essa colcha antiga.”
“Sim, eu amo”
“Boa noite, iadala.”
“Boa noite Ren”
Ele apagou a luz e se sentou em algum lugar no quarto. Eu tive dificuldades em adormecer por causa do movimento do navio e por estar em um novo ambiente. Eu não podia conscientemente sentir o movimente. Não era como estar num barco a jato, mas ainda sim eu perdi o meu centro de equilíbrio.
Meia hora depois eu rolei de lado na cama e estiquei minha mão.
“Ren, onde você está?”
Um nariz foi pressionado contra a minha mão.
“Não consigo dormir, o navio está se movendo muito.”
Ele se afastou, eu tentei escuta-lo, mas ele se movia muito silenciosamente. De repente a cama afundou atrás de mim e Ren , o tigre peludo, se encontrava nela. Rolei para ficar de frente para ele e suspirei feliz. Ele começou a ronronar.
“Obrigado.”
Me aproximando mais enterrei meu rosto no seu pescoço peludo. Eu o acariciei até que dormi com a mão estendida sobre o seu peito.
Quando acordei na manhã seguinte meu rosto descansava sobre a camisa branca do Ren, meu braço descansava em seu estomago e ele estava brincando com o meu cabelo. Tentei afasta-lo mas ele me puxou de volta.
“Está tudo bem, eu só me tornei humano há um minuto. A dor não é muito ruim ainda. Não toquei sua pele.
“Oh. Olha, o barco não está mais se movendo.”
“Nós aportamos horas atrás.”
“Que horas são?”
“Não estou certo. Talvez umas 6:30. É o amanhecer, olhe.”
Eu espiei o céu rosa pela janela. Nós aportamos perto de uma grande cidade. Altas palmeiras estavam alinhadas numa faixa de areia douradas de praias que estavam vazias, até mesmo dos mais dedicados banhistas.
Entre as arvores estavam situados grandes e curvos hotéis brancos, atrás deles os topos dos prédios eram visíveis através das árvores. O amanhecer era quieto e pacífico. Parecia como um paraíso.
“Aqui é Goa?”
“Mmmm-Hmmm.” Os dedos de Ren acariciavam meus cabelos e eu aproveitei o toque.
“Você costumava fazer isso o tempo todo.”
“Imagino que fizesse, eu adoro seu cabelo.”
“Mesmo? É simplesmente um cabelo marrom tedioso. Nada de especial. Nilima tem um cabelo bonito. Ébano. Muito exótico.”
“Eu gosto do seu. Enrolado, liso, ondulado, armado, ajeitado, trançado”
“Você gosta das tranças?”
“Gosto de brincar com as fitas, e cada vez que você faz tranças , eu fico tentado a desmancha-las.”
Eu ri. “Ah. Agora isso faz sentido. Em diversas ocasiões você puxou minhas fitas e desmanchou as tranças. Agora sei por quê. Você tem um fetiche com fitas.”
Ren sorriu e beijou o topo da minha cabeça. “Talvez eu tenha. Pronta para fazer compras?”
Eu me suspirei contra seu peito. “Prefiro ficar aqui e me aconchegar em você.”
“Eu sabia que havia uma razão para ter gostado de você.” Ele me apertou e me abraçou. “Infelizmente estou começando a sentir os efeitos dos aconchegos.”
Ren escorregou para fora da cama, andou até seu quarto e virou. Recostando no portal, ele suspirou. “Eu acho que o universo está conspirando contra mim.”
“Como assim?” Rolei e olhei para ele quando colocava meu travesseiro de baixo de meu rosto.
“Porque eu consigo aproveitar como você é quente, bonita, toda sonolenta e vestida de pijamas de seda somente de uma certa distancia. Tem alguma ideia de como você é tentadora? Eu estou muito, muito feliz que Kishan não tem uma porta conectada ao seu quarto.
Ri. “Você é o único perigo ‘homem de fala mansa’ ,meu amigo. Mas eu já sabia disso por um tempo , e gosto disso em você. Agora vá se vestir. Te encontrarei no café da manha.”
Ele sorriu e fechou a porta atrás dele.
Depois do café da manha, Ren e Kishan me levaram para a garagem seca.
Automaticamente abri a porta do Jeep.
Kishan me parou. “Não vamos de Jeep.”
“Não vamos? Então como vamos para a cidade? Andando?”
“Não,” Ren disse. “Nós vamos disso aqui.” Ele levantou a lona que cobria outras duas poderosas motocicletas.
Dei um passo para trás. “E ... ahm...vocês garotos sabem andar nisso? Elas parecem...perigosas.”
Kishan riu. “E são. A motocicleta, essa em particular é uma das melhores invenções do século Kells. Nós compramos a seis meses atrás, pouco de você sair para Oregon e nós sabemos como pilota-las.”
Ren tirou sua moto da garagem do navio. Era elegante parecia como algo retirado de um filme de James Bond. Eu vi o nome da marca Ducati na lateral. A do Ren era azul cobalto e a de Kishan era um brilhante vermelho.
“Nunca ouvir falar de Ducati.”
“As motos Ducati?” Ren respondeu. “Elas são italianas.”
Bufei. “Aposto que são. Elas são provavelmente as motos mais caras do mundo. Uma Ducati está para uma moto, assim como uma Ferrari é um sedã.”
“Você está exagerando Kells.”
“Acho que não. Vocês garotos já ouviram falar da palavra orçamento?”
Kishan encolheu os ombros. “Nós não vivemos nada por séculos. Hora de compensar isso.”
Ele tinha um argumento, então deixei pra lá. Um par de jaquetas de couro com listras de corrida em vermelho e azul foram retiradas do porta-malas da moto.
Kishan me jogou outra jaqueta. “Aqui. Kadam fez essa especialmente sob medida. Deve servir.”
Eu vesti a jaqueta mas protestei, “Não tem lugar para mim nas motos de qualquer maneira, talvez vocês garotos deveriam ir sozinhos.”
“Claro que tem,” Ren replicou enquanto subia o zíper de sua jaqueta.
Wow. Não achava que era possível ele parecer mais intoxicante do que ele já parecia. Mas vestido com couro, com um capacete na mão e parado ao lado de uma maravilhosa moto de corrida , ele fez meu cérebro dormente. Aquele era o momento meu-cérebro-está-chapado. Bem, esse-é-seu-cérebro-vendo-Ren-numa-jaqueta-couro-apertado. Se a empresa Ducati era esperta, ela teria usado Ren em um comercial e dado a eles as motos de graça.
Ren esticou o assento da moto para revelar um assento oculto. “Vê?”
Ele me deu um capacete preto enquanto eu o encarava.
Kishan limpou sua garganta. “Acho que Kelsey precisa ir comigo.”
Ren enrijeceu. “Acho que não.”
“Seja razoável. Você ficará doente na viagem e ela irá se machucar.”
Ren travou o queixo. “Vai ficar tudo bem. Posso controlar isso.”
“Não deixarei você correr esse risco com ela, e se você parasse de ser ciumento por um minuto, você concordaria comigo.”
“Ele está certo Ren,” intervim e toquei manga de couro arrependida. “Estou com medo o suficiente dessas máquinas sem me preocupar em te deixar doente. Irei com Kishan.”
Ren suspirou de frustração. “Ótimo.” Ele tocou meu rosto sussurrando. “Segure firme. Kishan gosta de fazer as curvas em ângulos absurdos.”
Kishan deu tapinhas o banco de trás da moto e me ajudou a subir na moto. Então ele se virou e colocou seu capacete.
“Está pronta?”
“Acho que sim.”
“Segure-se em mim e se incline quando eu o fizer.”
Eu passei meus braços ao redor de Kishan, agarrando me a ele como se dependesse para disso para viver enquanto ele nos balançava e dava partida na moto.
A moto roncou, seguida por Ren. Ele andou até nós e franziu a testa para Kishan e olhou para mim. Eu conseguia saber que ele estava sorrindo pelas ruguinhas ao redor dos olhos.
Ren foi na frente, descendo a rampa, dando uma volta de noventa graus antes de acelerar vertiginosamente para as docas. Kishan o seguiu numa velocidade razoável.
Quando havíamos nos afastado suficientemente das docas , ele acelerou e perseguiu Ren pela cidade. Estava nervosa no começo, mentalmente fazendo uma lista de todas as possíveis maneiras de morrer dirigindo uma motocicleta, mas depois eu relaxei e comecei a me divertir. Kishan era muito habilidoso e obviamente estava ficando para trás para me deixar mais confortável. Ren diminuiu a velocidade para andar conosco e nós andamos lento o suficiente para eu ter uma boa perspectiva da cidade.
Mas o tempo que passamos pela maior parte da cidade, eu estava ansiando por mais velocidade. Uh. Aparentemente sou uma viciada em motos. Fazia eu me sentir poderosa e livre, queria ir rápido. Paramos na orla da cidade e eu perguntei a Kishan se havia um lugar onde poderíamos correr. Ren desceu perto de nós para os irmãos entrarem num acordo. Eles concordaram e correr, mas ambos insistiram em não fazer nada perigoso. Graças a maldição eles podiam se curar rapidamente, mas eu não, e nenhum deles queria arriscar a me machucar.
Nós saímos da cidade para uma área com quilômetros de estrada deserta. Ren escoltou o caminho e voltou para nos avisar de que havia alguns pequenos solavancos e voltas. Os irmãos alinharam suas motos, aceleraram seus motores e Ren deu sinal.
Ren passou a frente rapidamente, provavelmente porque Kishan estava tomando mais cuidado comigo e o peso extra de duas pessoas o estava atrasando.
Gritei, “Mais rápido!” e escutei Kishan rir enquanto ele girava o acelerador para irmos mais rápidos.
Nós passamos pela primeira elevação, que nos deixou no ar por alguns segundos. Kishan inclinou para frente, e eu inclinei com ele, ficando mais perto dele e apertando minhas mãos ao redor de sua cintura. Ele acelerou de novo e ficamos próximos de Ren, que deu um salto tão alto que quase perdeu o controle da moto e sofreu um acidente- mas de alguma maneira ele retomou controle e continuou.
Enquanto Kishan e eu chegamos no mesmo salto , ele acelerou no ultimo segundo , voamos por um bom pedaço e voltamos a pista, a roda de trás antes que as da frente. Ri alto. Rapidamente entramos numa curva a direita antes de acelerarmos novamente. Quando chegamos no final da estrada, nós paramos ao lado de Ren que estava recostado em sua moto olhando meio indiferente.
Kishan e eu descemos da moto também e removemos nossos capacetes. Puxei Kishan para um abraço e deixei escapar de uma só vez. “Isso foi tão divertido! Não fiquei com medo nenhum. Obrigado!”
Ele me abraçou de volta. “Quando quiser Kells.”
Ren fez uma careta. “Estou com fome. Vamos comer alguma coisa e fazer algumas compras no mercado.”
Rapidamente voltamos a cidade e estacionamos nossas motos fora do grande mercado. Várias pessoas paravam para olhar para nos. Eu teria parado também se eu visse dois caras maravilhosos vestidos com jaquetas de couro em motos. Eles pareciam como estrelas de cinema.
Fomos a um stand ao ar livre e compramos enroladinhos de churrasco. O meu era de frango picante enrolado em uma massa de pão chamado paratha. Mesmo tendo pedido para Kishan fazer o meu menos apimentado, ainda sim ele estava picante. Minha boca estava pegando fogo. Bebemos refrescos de frutas para cortar o calor. Depois disso fomos andar pelo mercado.
Comprei brincos pendulares dourados para Jennifer, uma caixa de variados incenso e suporte em mármore para Mike e Sarah. Era em formato
de dragão e o incenso ficava em seu nariz, o que fazia que parecesse que ele respirava fogo. Para Sammy e Rebecca escolhemos na coleção de bonecos de madeira entalhados a mão com soldados, elefantes de batalha, camelos, cavalos de montaria e charretes, e toda a família real pintada em cores vívidas. Kishan insistiu que adicionássemos um segundo príncipe. Ren revirou os olhos, eu ri e o deixei escolher mais um. Ren falou com o vendedor para enviar nossas compras para o navio.
Em seguida visitamos uma loja com brinquedos e roupas de praia. Eu parei em frente a várias prateleiras de trajes de banho femininos. “Esqueci meu maio. Ficou pendurado no chuveiro na casa.”
Ren foi até a prateleira. “Vamos te arrumar um novo então.”
Me inclinei para sussurrar, “Não poderíamos simplesmente pedir para a Echarpe fazer uma?”
“Poderíamos, mas há sempre um material sintético como lycra, por exemplo, a Echarpe substitui por materiais naturais. Seu traje de banho poderia acabar sendo feito de um fino algodão, o que eu estou totalmente disposto a deixar acontecer.” Ren piscou e sorriu de lado.
Eu o soquei no braço e ri. “Não obrigado. Acho melhor comprarmos um aqui mesmo.”
Nós três começamos a vasculhar as prateleiras. Ren selecionou biquínis em diversos níveis de nudez.
Kishan os jogou de volta a prateleira. “Você não sabe nada sobre a Kelsey? Ela não é uma garota do tipo que usa biquíni. Que tal esse Kells?”
Ele estendeu uma peça com estampa metálica e a parte de cima torcida.
“Está bom,” eu respondi.
“Não é a cor dela.” Ren puxou o maiô e colocou de volta na prateleira.
Kishan retrucou, “E eu suponho que você quer azul.”
Ren colocou mais cabides para o lado. “Atualmente, não. Quero algo chamativa para não a perdermos na água.”
Eles rejeitaram minha preferência por um preto básico, dizendo que minhas escolhas eram tediosas.
Nós finalmente concordamos em um Santorini com a frente retorcida vermelho e vinho com a parte de baixo parecido como biquíni . Ele revelava um pouco de minha cintura, mas não suficiente que fizesse eu me sentir nua, era confortável e chamava atenção.
Ren pegou sandálias plataformas para combinar, um chapéu e óculos de sol, juntamos nossas compras e fomos para as motos. O tempo havia esquentado um pouco. Nadar na piscina seria bom quando voltássemos ao barco. Kishan guardou as nossas jaquetas quando chegamos as motos. Quando passei meus braços ao redor de Kishan para voltarmos, ele vestia apenas uma camiseta apertada. Me tornei muito consciente de seu calor, seus músculos e me segurei apenas de leve. Ele pegou minha mão e me puxou mais para a perto, pressionando minhas mãos firmemente contra seu corpo.
Repeti meu mantra que usei contra Ren em Kishkindha quando estava tentando ignorar suas qualidades atraentes. Me lembrei que estava tudo bem apreciar as mercadorias desde que eu só olhasse as vitrines. Kishan é só um espécime masculino muito bom. E daí que eu envolvi meus braços ao redor de seu torso muscular na volta? Eu realmente não tenho outras opções nesse exato momento. Suspirei e aproveitei minha volta para casa. Quando Kishan me ajudou a descer da moto eu subitamente me senti estranha e me esquivei dele evitando seus olhos.
“O que há de errado?”
“Não é nada.”
Ele resmungou e deu um passo mais para perto enquanto Ren subia a rampa. Concordamos em nos encontrarmos na piscina em dez minutos, e assim eu poderia mostrar meu novo traje enquanto nos refrescávamos.
Cheguei primeiro na piscina e encontrei alguém nadando.
Quando um homem chegou a superfície, ele sacudiu a cabeça e jogou seu cabelo louro para trás. E então subiu a escada e pegou uma toalha. Esfregou o rosto, braços e pernas e sorriu para mim. “Você deve ser Kelsey.”
“Sim.” Tentei sorrir de volta e perguntei, “Quem é você?”
Ele riu de uma maneira que me fazia pensar que ele fazia isso com frequência.
“Você deseja o nome completo?”
“Certamente.”
“Wesley Alan Alexander Terceiro, ao seu serviço, mas você pode me chamar de Wes.”
“Prazer em te conhecer.”
“Prazer em te conhecer também. Esse é um belo barco que você tem ai."
“Ah, ele não é meu. Só estou de carona para o passeio.”
“Ah.” Ele sorriu com facilidade. “Filha, sobrinha, neta, prima ou namorada? E por favor não diga namorada.” Ele riu.
Ri com ele. “Acho que provavelmente um pouco de todas as opções.”
“Tinha medo disso, eu nunca consigo os shows onde têm belas moças disponíveis, e apenas algumas delas me dão espaço para manobrar.” Ele sentou e se esticou.
“Em caso você esteja se perguntando e seja muito educada para perguntar, eu sou seu instrutor de mergulho.”
“Sim, eu percebi sozinha.”
Ele ergueu suas sobrancelhas. “Ah! Olhe! Essa menina tem senso de humor. Gosto disso. A maioria das meninas bonitas que eu encontro não possuem muito no departamento de cérebro.”
Wes parecia um cara onde eu estaria perpetuamente feliz e sempre rindo de uma piada. Ele jogou para trás seu cabelo louro e sorriu para mim. Era bonitinho, tinha olhos azuis, abdômen muito bom, um ótimo corpo e ele era americano.
“De onde você é?” Perguntei.
“Texas.”
“Como um cara do Texas termina na Índia dando aulas de mergulho?”
“É uma historia muito longa. Tem certeza de que quer ouvir?”
“Sim.”
“Bem, eu prefiro muito mais falar de você do que de mim, então te darei a versão resumida. Supostamente deveria ir para Harvard ,mas gosto mais de mergulhar, as tinha que ir por todo o caminho da Índia para ficar longe do alcance dos meus pais. Agora, como uma jovem bela americana de .....”
“Oregon.”
“Oregon?” Ele levantou a sobrancelha. “Oregon… acha seu caminho para Índia?”
“É uma historia maior de que a sua.”
“Estou morrendo para ouvir tudo sobre ela... mas parece que temos companhia.” Ele se levantou e com um sussurro exagerado falou, “Você não
mencionou que tinha dois namorados. Dois grandes e bravos namorados.” Brincou Wes sem mostrar sinal algum de desconforto.
Eu ri e me virei para ver Ren e Kishan se aproximando, ambos igualmente carrancudos. Revirei meus olhos para os dois. “Ren, Kishan, conheçam Wes, nosso instrutor de mergulho.”
“Howdy! Como os sinhôres estão passando hoje?”
Wes apertou as mãos dos irmãos energeticamente. Eu tentei abafar um riso enquanto os garotos estavam no meio do reconhecimento, incerta de que fazer com Wes e seu novo charme do Sul.
“Estava apenas me familiarizando com a sua potranca a pouco. Eu cerrtamente agradeço a ocês pela oporrtunidade da viage. Estava só saindo de fininho e deixando ocês aproveitarem o merrgulho. Vamos começar o merrgulho em uma fenda, e tenho certeza de que ficarão bem. Bom, acho melhorr eu começar a entrar” Wes esfregou sua barriga. “Espero que estejamos pronto para comer logo. Eu estou começando a sentir tudo se batendo na cesta de pão sinto como se pudesse comer um porrrco inteiro – se é que ocê me entende.” Ele riu para os meninos e se virou para mim. “Bem, foi bom ter conhecido a madame. Espero vê-la de novo realmente em breve.”
Fiz uma pequena reverencia. “Foi bom conversar com você Wes, te vejo no jantar.”
O texano provocante piscou, pegou suas coisas e deixou Ren jogando sua toalha na espreguiçadeira.
“Não tenho ideia do que esse cara estava falando, mas não gosto dele.”
“Então somos dois.” Kishan adicionou.
“Não sei qual o problema de vocês. Wes é perfeitamente adorável e divertido.”
“Não gosto do jeito que ele olha para você,” Ren disse.
Suspirei. “Você nunca gostou do modo que nenhum garoto olhou para mim.”
“Concordo com Ren. Ele está tramando algo.”
“Vocês dois podem relaxar? Andem, vamos nadar.”
Ren me olhou de cima a baixo. “Não gosto mais desse traje de banho. Acho melhor voltarmos e escolhermos um que cubra mais você.”
Cutuquei seu peito. “Eu gosto desse. Pare de ser tão ciumento. Vocês dois.”
Os irmãos cruzaram os braços em posições idênticas e me olharam.
“Ótimo, escolham vocês. Eu vou nadar.”
Eu mergulhei na piscina e nadei até o outro lado. Não precisei olhar para trás para saber que Kishan e Ren haviam me seguido.
No jantar nos juntamos ao instrutor de mergulho, que se fez confortável próximo de mim apesar dos olhares ameaçadores de Ren e Kishan. Ele continuou com seu sotaque sulista e nos contou diversas piadas texanas e de cowboys que passaram longe das cabeças de Ren e Kishan. Sr.Kadam pediu desculpas se retirando, falando que precisava falar com o capitão sobre a obtenção do curso do navio, mas os meninos continuaram sentados teimosamente assistindo Wes falando comigo, enquanto eu não contribuía em nada. Nós conversamos sobre o Texas e Oregon e que tipo de comida perdemos e que tipo gostávamos de comer na Índia. Pedi por outra piada.
“Tudo bem. O que um torrnado do Texas e um divorrcio em Alabama têm em comum?”
“Não sei. O que eles têm em comum?” Perguntei.
“De qualquer forrma.. alguém vai perder um trailer.”
Eu ri e Wes colocou seu braço ao redor de meu ombro. Ouvi um grunhido suave. Não podia dizer qual tigre era responsável, mas significava que se Wes queria viver até amanha, ele teria que se afastar.
“Obrigado pelas piadas Wes. É melhor eu bater o feno se tenho que acordar cedo amanha.”
“Certo. Estou esperrando ver você amanha com os olhos brilhantes e o pelo escovado quando descer.”
Eu ri e brinquei, “Que tal eu ser a dos olhos brilhantes e os garotos serem o de cauda espessa?”
Ren estreitou seus olhos para mim.
“Boa noite todo mundo” Levantei para me retirar.
“Espere Kelsey, me deixe leva-la de volta.”
“Eu a levarei a volta.”
Revirei meus olhos e ouvi Wes dar um longo assovio. “Eu diria que tem muitos touros no pasto. Mas vejo que essa pequena bezerra não se deixará ser atropelada.”
“A bezerra pode tomar conta de si mesma. Eu levarei a mim mesma de volta. Boa noite vaqueiros.”
Ren e Kishan franziram as testas infelizes enquanto Wes ria e tomava uma direção diferente.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
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