Tudo de uma vez, eles foram perdidos, rodopiando pelo
turbilhão de tinta preta do tempo. Segundos se passaram. Eras se
passaram. Moléculas mudaram e se agitaram. Então, uma luz
perfurou a poeira cósmica e de repente, uma onda de compreensão
tomou conta dele.
Por meio de tentativa e erro, ele havia aprendido a controlar o
vórtice e saltar através dos anos. Se ele corria muito rápido, ele
entrava em um futuro desconhecido. Se ele retrocedia com pressa, o
mundo deixava de existir. Tempo requeria uma mão delicada, um
toque exato. No começo saltou cerca de milênios, como uma pedra
lisa pulando em um lago. Mas logo ele se moveu em uma dança
com o cosmos, praticando os passos que o levariam aos lugares que
ele precisava ver.
Ele examinou os séculos como se e fossem livros em uma
biblioteca. Quando terminou, ele conhecia seu lugar no universo e
como melhor servir aqueles que ele amou.
Sentindo que ela estava pronta, ele sorriu e apertou sua mão. E
então a trouxe para perto e se deslocou entre as estrelas, movendo-os
para o começo do fim e para o fim que os levaria ao começo.
sábado, 2 de novembro de 2013
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