Olhando para as ondas do oceano, sonhei que estava
nadando com um grande dragão que piscou para mim. Conforme
ele passou por mim, com um movimento de seu rabo, meu corpo foi
chicoteado. Gemi e lutei enquanto mãos grossas arrancavam meus
membros. O som das ondas foi substituído pelo barulho do motor e
meu sonho mudou. Repentinamente eu estava em uma floresta e
podia ouvir claramente o som de trovão das patas do tigre na selva
vindo em minha direção.
Os pesadelos começaram depois disso. Tubarões na água,
piratas no Deschen, ser capturada pelos homens de Lokesh.
Uma voz sussurrava desesperada na distância, Acorde, Kelsey.
Atordoada eu abri meus olhos. Eu estava deitada em uma
cama com dossel. Foi apenas um sonho terrível, eu pensei grata.
O por do sol espalhava sua luz através da janela em cima da
cama. A janela tinha um vidro grosso com barras através dela,
prevenindo qualquer pessoa de entrar... ou sair.
"Não!" gritei para a sala vazia. Não fora um sonho, tentei me
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lembrar de todas as coisas. Havia saído em três missões com Ren e seu irmão, Kishan, desde a Maldição do Tigre. Nós tínhamos apenas mais um presente da deusa Durga para encontrar e quebrar a o feitiço. E em um navio e nele começou uma batalha contra Lokesh, disso eu sabia. Então três picadas minúsculas (dardos tranquilizantes?), um motor de barco... colocando Fanindra e o amuleto na água, e então escuridão.
Eu estava trancada em um estranho quarto, uma prisioneira em uma gaiola. Corri até a porta e puxei inutilmente a maçaneta. Focando em minha energia interior, levantei meu braço para abrir a fechadura, mas nada aconteceu. Confusa, minha mão voou até a garganta para tocar o divino Colar de Pérola Negra da Durga.
Como perdi meu poder de fogo? Onde estou? Onde estão meus tigres, Ren e Kishan? Fanindra os achou? O que aconteceu com Sr. Kadam e Nilima? Eles estão a caminho para me resgatar? Como irei sair daqui?
Tentei fazer um balanço da situação. Eu possuía o Colar de Pérola, e a Echarpe Divina ainda estava amarrada através das presilhas de meu jeans, mas não havia sinal do arco e flecha de Durga e o Fruto dourado. Abafando um sorriso amargo, percebi que poderia criar toda a água e tecidos que quisesse com o que restara dos presentes de Durga, como se isso fosse me ajudar.
Eu casualmente procurei sentir entre meus dedos o pequeno dispositivo de rastreamento que Sr. Kadam havia dolorosamente implantado. Ainda estava lá, o que significava que havia uma chance da cavalaria pudesse estar vindo correndo para me salvar. Era uma pequena chance, mas era tudo que eu tinha.
Minha cabeça doía e minha boca parecia que estava cheia de algodão. Tentei engolir e acabei tossindo, o que me fez sentir cada vez pior.
Controle-se Kelsey Hayes! Pensei e me forcei a achar sentido no que me rodeava. Pela janela havia árvores e neve, eu estava , pelo
menos, três andares a cima. Havia pensado que poderia distinguir algumas montanhas, mas não tinha jeito de descobrir onde estava sendo mantida.
Meu estômago se agitou e eu corri para o banheiro. Após enxaguar minha boca, eu encarei meu reflexo. Uma mulher amarrotada, abatida, e aterrorizada me olhou de volta. O que aconteceu com a menina de Oregon? Só então, uma voz sedosa quebrou meus pensamentos. Congelei. Era meu sequestrador, Lokesh.
“Por favor, vista-se para um jantar mais cedo minha querida. Como você pode ver, não há escapatória, e eu confisquei suas armas. É hora de nos vermos novamente. Eu tenho uma proposta para lhe fazer, Kelsey Hayes, acredito que é hora de abraçar o seu destino.”
Minhas entranhas balançaram de novo enquanto imaginava o tipo de destino que Lokesh tinha em mente para mim. Eu não podia ver qualquer câmera ou alto-falantes no quarto, mas sabia que estava sendo vigiada. Estranhamente, me senti deslocada de minha situação. O medo gélido que eu tinha experimentado quando enfrentara Lokesh em cada visão tinha sido substituído por uma forte determinação.
Considerei minhas opções. Primeiro, eu precisava sair da sala e mapear possíveis rotas de fuga. Esta situação só poderia terminar em uma das quatro formas: eu escapar por conta própria (possível); Ren e Kishan iriam me salvar; eu iria morrer (definitivamente não é a minha primeira escolha), ou terminaria sendo a mulher prisioneira de um psicopata, o que não soava como muito divertido também. Eu também precisava recuperar o Fruto Dourado e meu arco e flechas. Durga tinha me avisado que se suas armas caíssem nas mãos erradas o resultado seria devastador. Mordi o lábio esperando que eu não tivesse que escolher entre salvar a mim mesma ou as armas.
Se sair deste quarto significa jantar com o diabo, que assim seja. Por agora vou jogar o seu jogo, mas se eu tiver que ser derrotada, serei derrotada lutando.
Instintivamente, eu sabia que me fazer de donzela em perigo não funcionaria, para derrotar Lokesh em seu próprio jogo, eu teria de me tornar algo que eu não era: uma mulher que era forte, bonita, poderosa e autoconfiante.
Depois de olhar o armário e encontrar somente uma única peça decotada, eu decidi tomar um risco calculado. Eu pedi ao lenço que me criasse roupas novas o mais silenciosamente possível e o instrui para não fazer nenhuma de suas mudanças de cores caleidoscópicas.
Puxando a nova roupa do armário, fiquei maravilhada com seus detalhes. O lenço havia criado uma glamorosa lehenga em dourado e azul cobalto. O top estampado de mangas curtas apertava na minha cintura, e a longa e apertada saia lehenga definia minhas curvas. Vestindo as cores de Ren e Kishan me deu uma dose de muito necessária coragem, pensei que a fantasia realmente me ajudaria atuar no jogo que eu pretendia jogar. O lenço tinha até me fez um par de brincos de safira a partir de um tecido leve.
Assim que eu terminei de me vestir, um subordinado alto, magro e de aparência perigosa abriu a porta do quarto. Pedi-lhe para que me deixar ir, mas ele balançou a cabeça e respondeu algo ininteligível em hindi. Enfiei a Echarpe na manga, tentei recordar as poucas palavras em hindi que eu conhecia, e repeti meu pedido de ajuda “Trahi!” Mas o homem apenas me levou por um corredor forrado com mais grades nas janelas, carpetes grossos e paredes com painéis.
Em seguida, caminhamos por uma série de portas fechadas, cada uma guardada por uma sentinela. Quando outra porta se fechou e trancou atrás de mim, eu tive o súbito pensamento que era assim que jaula de Ren no circo foi criada - portas dentro de portas para proteger os seres humanos do tigre.
Eu rapidamente fiz uma nota mental: Escapar por minha conta será difícil, se não impossível. Mas pelo lado positivo, Lokesh acredita que ele
precisa de um alto nível de segurança para me conter. Talvez haja uma maneira de usar isso contra ele de alguma forma.
A última porta se abriu em uma sala de jantar, onde uma mesa tinha sido posta para dois. O servo puxou uma cadeira e fez um gesto que eu deveria me sentar antes de se retirar calmamente da sala. Eu brinquei com a minha faca de manteiga enquanto esperava. Meu estômago revirou com os nervos, e me perguntei como eu seria capaz de enfrentar Lokesh sozinha. Em nossas missões anteriores para quebrar a maldição dos tigres, eu lutei contra um Kraken e um mega tubarão.
Mas de alguma forma essas bestas não pareciam tão perigosas quanto o mal que eu enfrentava agora, o monstro que transformou meus dois príncipes indianos em tigres mais de três séculos atrás.
“Que gentil da sua parte aceitar o meu convite para jantar”, disse Lokesh, aparecendo de repente na cadeira em frente a minha.
Ele parecia diferente da última vez em que o vi. Mais novo. Embora eu ainda reconhecesse a malícia sombria que rondava por trás de seus olhos negros, eu seria capaz de me recompor. Lokesh pegou minha mão e a beijou com força.
“Não é como se eu tivesse escolha.” Respondi.
“Sim.” Ele sorriu e apertou minha mão um pouco forte. “Não dei uma escolha para roupas também,” Ele continuou. “E aqui está você, com um vestuário diferente. Posso perguntar onde você o conseguiu?”
Em um movimento suave, cobri minha faca com meu guardanapo, a pus no meu colo e deslizei o utensílio cuidadosamente para o meu bolso. Esperando que ele não tivesse notado, comentei ironicamente, “Quando você me contar de onde seu poder vem, ficarei feliz em lhe mostrar como crio um guarda-roupa a partir do ar.” Uma nova onde coragem me percorreu agora que eu finalmente tinha um tipo de arma.
Para minha surpresa, Lokesh riu. “Como é agradável estar perto de uma mulher espirituosa. Acho que devo ser tolerante com você, por enquanto. Mas não teste minha paciência.”
Seu sorriso tornou-se um olhar malicioso. De perto, Lokesh parecia mais asiático que indiano. Seu cabelo negro estava curto, partido para o lado e alisado até a nuca – completamente diferente de Ren, cujo cabelo sempre caia em seus olhos azuis.
O feiticeiro moveu-se com um controle rígido, mantendo seus ombros e costas firmes. Ele estava mais musculoso e bonito que antes, ainda impressionante. Mas eu sabia que o louco escondia-se abaixo da superfície e suas feições ainda carregavam uma influência sombria.
A comida foi trazida e nossos pratos foram preenchidos rapidamente com picantes seleções indianas. Os empregados foram eficientes e totalmente silenciosos. Peguei minha refeição, lutando para encontrar meu apetite.
“Você usa feitiçaria para parecer mais jovem?” Perguntei cautelosamente.
Seus olhos negros obscureceram e então ele sorriu. “Sim, me acha bonito? Faz com você se sinta mais confortável me ver mais próximo de sua idade?”
Estranhamente, fazia.
Dei de ombros “Eu estaria desconfortável de qualquer forma, não importa sua aparência. Que diferença faz pra você de qualquer jeito? Estou surpresa que você não me trancou no porão, se preparando para colocar pregos em meus dedos.”
Um feixe de luz azul chamou minha atenção e olhei para cima, mas se estava ali antes, agora tinha sumido, Lokesh franzia o cenho e esfregava os dedos.
“Você preferiria ser presa no porão?” perguntou ele casualmente, de uma forma perturbadoramente travessa.
“Não, estou apenas curiosa, por que estou recebendo o tratamento especial?”
“Você recebe o tratamento especial porque você é especial Kelsey. Como demonstrou hoje a noite, você tem seus próprios poderes, e eu prefiro não reprimi-los.” Ele resmungou com desapontamento. “Parece que você não me compreenderia de forma alguma, estou certo que minha causa foi mal representada. Agora que você tem a chance de me conhecer melhor, eu acho que vai perceber que não sou um homem difícil de agradar.”
Me inclinei pra frente, vendo uma oportunidade de desafiá-lo, “De alguma forma acho que Ren não vai concordar nesse ponto.”
Lokesh deixou cair o garfo com um barulho e então suavemente disfarçou sua raiva. “O príncipe se rebelou em cada oportunidade. É por isso que ele foi tratado tão... asperamente. Espero que a sua resposta para mim seja diferente.”
Limpei a garganta e respondi, “Eu suponho que tudo depende daquilo que você quer de mim.”
Lokesh tomou um gole de sua taça enquanto me olhava astutamente sobre a borda. “O que eu quero, minha querida, é a oportunidade de mostrar o que um homem de poder realmente é. Você estaria cometendo um erro em continuar a aliar-se com os tigres. Eles não têm poder real, não como você ou eu, na verdade, o amuleto que os amaldiçoou. Os amuletos nunca não foram feitos para pertencer a eles. Eu sou aquele destinado a unir as peças. Eu sou aquele que Amuleto de Damon chama.”
Limpei meus lábios com o guardanapo, enrolando, como um plano maluco começou a vir junto. Se é um poderoso adversário que ele quer, vou lhe dar um. Hora fazer bom uso da minha aula de teatro. Primeiro ato: Jantar com uma garota misteriosa com poderes sobre-humanos, uma atitude ruim, e nervos de aço. É hora do show....
“Como você provavelmente sabe, eu já não tenho um pedaço do amuleto. Se você estava esperando para me bajular pela minha parte, você ficará extremamente desapontado.”
“Sim, seus tigres preciosos devem possuí-la. Talvez eles tragam com eles quando tentarem salvá-la.” Assustada, parei, mas apenas
por uma fração de segundo. “E o que faz você achar que eles estão vindo?”
"Ora, minha querida Kelsey. Eu vi como eles olham para você. Você os cativou de forma ainda mais eficaz do que a minha filha Yesubai fez. Você não é tão bonita quanto Yesubai, mas há ousadia e desafio em seus olhos. Eu suspeito que a única razão de Dhiren tenha sobrevivido as minhas técnicas de interrogatório é porque ele queria voltar para você. Ambos os príncipes estão aleijados de amor por você. Isso os torna fracos e estúpidos."
Aqui vai nada. Eu dei um sorriso torto para Lokesh. “Talvez você caia na mesma armadilha que eles caíram.” Ameacei.
“Você está dizendo que você enganou os príncipes para se apaixonarem por você? Pois se você fez, minha estima por você tem aumentado.”
Enquanto fora aterrorizante em primeiro lugar, a encenação, na verdade, fortaleceu o meu espírito. Meu medo derretia para uma pequena protuberância na boca do meu estômago, tornando-se apenas pequeno o suficiente para ignorar. Lambi os lábios em uma deliberada tentativa de distraí-lo.
“Uma mulher inteligente utiliza todas as ferramentas à sua disposição para obter o que deseja.”
Lokesh estreitou os olhos, encontrando meu vôlei verbal. “E o que é que você deseja Kelsey?”
Canalizando uma descarada Scarlett O'Hara, eu ri rouca. “Certamente você não espera que eu revele todos os meus segredos durante o nosso primeiro encontro. Não sou tão ingênua. Mas... se você deseja colocar todas as cartas na mesa agora, me diga. O que você quer de mim?”
“Se alie a mim ao invés dos tigres.”
“Como?” Perguntei, tentando desesperadamente não estremecer com o pensamento. Repentinamente, senti uma sensação de formigamento rastejar em minha pele. Não machucava, mas era íntimo, invasivo. Uma leve brisa percorria lentamente meus braços nus e
circulou minha garganta. Dedos invisíveis deslizaram de minha nuca até meu cabelo, e então trilharam para minha clavícula. Apesar dele não ter movido um músculo, eu estava certa de que Lokesh era o culpado. Fiz o meu melhor para ignorar.
O feiticeiro se inclinou para frente e riu pomposamente. “Meu propósito aqui é duplo: Me dar o prazer te roubar para longe dos príncipes. Imaginar sua angústia é gratificante. Mas a verdadeira razão é combinar nossos poderes de todas as maneiras possíveis... com um filho.”
“Um filho.” Repliquei suavemente apesar de meu estômago estar dando voltas. “Por que eu? Quero dizer, por que depois de todos esses anos? Suponho que estou apenas em choque que você não tenha encontrado a Bonnie para seu Clyde, a Mortícia para seu Gomez. Se unir a mãe de Yesubai não foi o suficiente?”
Lokesh sibilou. “A mãe de Yesubai era uma idiota de sorriso afetado. Ela era bonita, mas ela se encolhia diante de mim. Ela não era minha metade.”
“Provavelmente também não ajudou que você a tenha matado.”
Dessa vez ele não se incomodou em esconder as raivosas crepitações azuladas em seus dedos.
“Cuidado.” Avisei. “Se você me mostrar o seu, terei que mostrar o meu, e estragaríamos essa adorável conversa que estamos tendo.”
Ele fechou os olhos e ficou sob controle.
“Supondo que eu concorde com sua proposta, dar-lhe um herdeiro, e compartilhar meu poder com você. Quero algo em troca. Uma vez você disse que se eu ficar com você de boa vontade, você permitiria que os tigres vivessem. Você manteria sua palavra?”
“Se você concorda ou não é irrelevante”
Hora do segundo ato: Garota misteriosa exibe seus poderes.
Eu puxei a Echarpe para fora da minha manga. Segurando-a na palma da minha mão, pedi que trocasse de cores. Ela obedeceu, mudando primeiro para o vermelho e então para azul, quando eu a pressionei em meu rosto. Lokesh encarou a Echarpe com
fascinação. Eu ergui uma sobrancelha e a echarpe atirou um fio fino de algodão através da sala, criando uma grande teia. Em seguida, se encolheu em um guardanapo branco o qual eu dobrei e acomodei perto do meu prato.
“E se eu compartilhasse esse poder com você?” Eu perguntei despreocupadamente.
Se ele ficou impressionado, foi somente por um momento. Lokesh estreitou seus olhos, jogou o guardanapo em seu prato e se aproximou do meu lado da mesa. Rudemente, ele pegou meu braço para me sacudir de pé, sorrindo quando viu o olhar de terror em meu rosto.
“Eu irei considerar permitir aos tigres viver, se você fizer o que eu pedir de bom grado”.
Como se para selar o combinado, Lokesh acariciou minha bochecha e se inclinou, aproximando-se, para sussurrar em meu ouvido. “Diga-me Kelsey, o que diverte você? O que...” ele respirou pesadamente “...assusta você?”.
Quando eu não respondi, ele riu – então me puxou mais perto e me beijou ferozmente, mordendo meu lábio com força. Quando ele finalmente me soltou, limpei meu lábio machucado com o dedão e olhei fixamente para ele. Lokesh riu feliz “E ainda, você é desafiadora. Você me dará muito prazer, Kelsey”.
“Fico feliz que pense assim” Eu rebati agora mais brava do que com medo.
“Veja, minha querida, eu não me importo com os tigres a não ser para conseguir seus amuletos. Se você me der um filho e me ajudar a obter o poder que procuro, eu deixarei os tigres em paz. Agora que os termos foram estabelecidos, eu mostrarei o caminho de volta ao seu quarto assim você pode refletir sobre a sua decisão. Eu estou ansioso para conhecê-la melhor”, ele declarou com um olhar malicioso que me fez tremer.
Respirando profundamente, eu peguei a Echarpe, cautelosamente colocando uma mão em meu bolso, e deixei Lokesh me escoltar de volta a minha prisão.
“Conversaremos mais sobre alianças amanha, meu bichinho de estimação,” ele sussurrou ofegante em minha orelha, “E retorne a faca que você pegou da mesa.”
O comentário me pegou de surpresa, mas tentei manter a mesma expressão. Sorrindo, peguei a faca de manteiga de meu bolso e pressionei a ponta levemente contra seu peito. “Não se pode culpar uma garota por tentar.”
Deleitando-se, ele passou os dedos em torno dos meus e puxou a faca de minha mão, raspando a faca com força contra minha palma. Vendo que ele tirou sangue, Lokesh trouxe a minha palma da mão que ardia até sua boca. Assisti seu vil êxtase o sobrepujar quando ele beijou minha mão e lambeu as gotas vermelhas de seus lábios.
Por fim ele me deixou ir com uma ameaça final. “Estarei assistindo todos seus movimentos minha querida. Estou ansioso para nossas... trocas no futuro.”
A porta se fechou atrás de mim, e eu escutei o clique do pesado bloqueio, feliz pela mudança de ser separada dele por dezenas de grossas barras de metais.
A cortina fecha. Pensei e desabei em minha cama, completamente esgotada, e me perguntando como diabos eu me tiraria dessa última bagunça.
sábado, 2 de novembro de 2013
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