quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Capítulo 14 : Dragões e continente perdido

Postado por Estante de Livros às quarta-feira, outubro 23, 2013
Coloquei minha mão para frente, tateando cegamente, e engasguei quando senti dedos quentes tocaram os meus. Segui o gentil toque da minha mão, deixando me guiar a frente até chegarmos na barreira. Traçando a superfície procurei por uma abertura. A mão que me segurava me segurou mais forte e me tirou da escuridão com um pop. Fui esmagada contra um peitoral bem desenvolvido masculino, braços me traziam mais para perto. Eu retornara para o cômodo levemente iluminado no Templo Shore.
Pisquei para o rosto de meu salvador. “Ren.”
“Você está bem?”
“Sim. Obrigado.”
Ele me soltou com um suspiro de alívio e brevemente tocou uma mecha de meu cabelo.
Estava prestes a fazer uma pergunta, quando escutei uma voz gritar. “Kells? Sr.Kadam eu a escutei.”
Sr.Kadam e Kishan se aproximaram rapidamente de um outro cômodo. Kishan me tirou do abraço de Ren e me envolveu no abraço dele. “Onde você estava?” Ele se virou para Ren. “Como você a encontrou?”
Ren respondeu. “Não sei. Um cavalo de arar com uma Echarpe presa em seu pescoço apareceu nessa parede, e não estava aqui antes. O cavalo se transformou em homem que apontou para outra escultura que apareceu subitamente. Era de Kelsey sentada em uma cadeira na janela, costurando. Quando toquei minha mão desapareceu na parede. Então a escultura de Kelsey se levantou e se moveu para mim. Estendi minha outra mão, toquei seus dedos e a puxei para perto. A próxima coisa que vi foi que ela estava na minha frente.”
Kishan grunhiu. “Você está bem bilauta? Está machucada?”
“Não, estou bem. Por quanto tempo eu sumi?”
Sr.Kadam deu um passo a frente. “Você sumiu pela última hora. Todos estavam ficando... preocupados.”
Podia ver pela sua expressão que havia sido pior que isso. Abracei Kishan e acariciei brevemente o braço de Ren para confortar meus tigres. “Estava visitando a Senhora Bicho da Seda.” Olhei para baixo, para a seda dobrada em meu braço. “Vamos. Vamos voltar para o navio. Tenho muito que contar para vocês.”
Nós rapidamente fizemos o nosso caminho de volta do Templo Shore e voltamos ao navio.
Kishan passou seus braços ao redor de mim. “Estava preocupado Kells.”
“Está tudo bem. Tudo deu certo, e conseguimos o que queríamos.”
“Não gosto de você desaparecendo desse jeito. Não conseguimos te rastrear nem por GPS. Você desapareceu. Seu ponto havia sumido.”
“Sinto muito.” Beijei sua bochecha e apertei seu braço. “Até que a maldição acabe, coisas inesperadas como essa provavelmente vão acontecer conosco. Você sabe disso.”
“Eu sei.” Ele beijou o topo da minha cabeça. “Eu só desejo poder estar lá para proteger você. É frustrante quando não há nada que eu possa fazer.”
Balancei a cabeça e deitei minha cabeça em seu ombro. Ren estava nos observando. Ele olhou pensativo para mim por um momento e então se virou para o mar aberto. Quando estávamos perto do iate, Ren saltou primeiro e desapareceu nas entranhas do navio. Kishan subiu e ajudou Sr.Kadam e estendeu sua mão para mim. Fomos para a sala próxima aos quartos enquanto Sr.Kadam perguntava a Nilima sobre a equipe.
Tomamos nossos lugares, Sr.Kadam com a cadeira e Kishan e eu com o sofá. Perguntei. “Por que Ren não quer saber o que aconteceu? Pensei que ele nos ajudaria com isso.”
Sr.Kadam respondeu. “Eu o contarei tudo mais tarde. Ele... apenas quer estar presente quando for absolutamente necessária a presença dele.”
“Compreendo.” Segurei minha língua e suspirei resignada antes de pegar a mão de Kishan e contar a historia da Senhora Bicho da Seda, começando com a linha de fios que eu segui pela parede, e terminando em emergindo de lá. Sr.Kadam e Kishan ficaram em silencio durante toda a história. Quando terminei, entreguei o presente de seda ao Sr.Kadam. Ele cuidadosamente o desembrulhou.
Era um quimono de seda preto. A parte de trás mostrava cinco dragões pintados a mão com detalhes requintados. Eles pareciam mais com serpentes chinesas do que dragões. Seus corpos eram sinuosos , curvos e enrolados. Eram barbudos, tinham longas línguas, e quatro membros curtos com garras nas patas. No canto superior esquerdo da frente do quimono havia um mapa com sete pontos e símbolos. Sr.Kadam estudou a parte da frente cuidadosamente enquanto Kishan e eu olhávamos a parte de trás.
“Vermelho, branco, dourado, verde e azul. Sim, eles são os nossos
dragões.” Tracei um símbolo. “Kishan...olhe para isso.” Apontei para o
dragão vermelho. Parecia que ele andava nas estrelas. Um símbolo diferente
rodeava cada um dos cinco dragões: estrelas, nuvens, trovões, ondas e flocos
de neve. “Me pergunto o que isso significa.”
Sr.Kadam abaixou o quimono e foi até seu escritório para destrancar
uma gaveta e pegar alguns papeis. “Acredito que estamos vendo é um mapa
com instruções. Está dizendo para nós onde ir e que dragão procurar
primeiro.”
“Como você sabe isso?” Perguntei.
“Os sete pontos são Os Sete Pagodes. Esse é o Templo Shore. Há
números correspondentes escritos em chinês próximo a cada templo. Vê
aqui? O Templo Shore tem um numero um próximo a ele.”
Ele traçou uma linha começando do símbolo que parecia com um hífen
e se moveu para o ponto que seguia a ordem numérica chinesa.
“É uma estrela.” Eu pronunciei.
“Sim. Acredito que sim.”
“Então, Sr.Kadam você está dizendo que nós deveremos encontrar nosso primeiro dragão no numero dois do templo ou pagode?”
“Sim.”
“Tem um pequeno problema com sua teoria.”
“Sim, eu sei.”
Juntos falamos. “Só existem cinco dragões.”
Kishan franziu a testa. “O que vocês acham que espera no próximo pagode então?”
Sr.Kadam juntou suas mãos e sentou, estalando seus lábios enquanto pensava. Finalmente ele disse, “Acho que o perigo não virá necessariamente dos dragões, mas do que você encontrará no ultimo pagode. Na mitologia chinesa, dragões são reverenciados por serem úteis, especialmente dragões da água.
“Então porque temos que ir na ordem? Se sabemos que o colar de Durga está no último pagode, porque não simplesmente vamos até o ultimo e acabamos com isso? Perguntei
Sr. Kadam balançou a cabeça. “Não. As direções nos foram dados com um propósito. Talvez os dragões que irão te guiar ou lhe ajudar irão te guiar para o próximo templo. Você não pode pular as quatro casas em Shangri-la. Vocês tiveram que ser testados um por um antes de provar que são dignos de continuarem. Suspeito que encontrar com os dragões será um teste similar.”
Grunhi. Sr.Kadam começou a nos contar histórias sobre dragões, e antes que eu percebesse, eu havia caído no sono no ombro de Kishan.
Acordei quando Sr.Kadam riu. “Por que vocês dois não vão para cama enquanto eu estudo um pouco mais?! Amanha irei ensinar a cada um de vocês o que aprendi sobre os sete pagodes. Encontrem-me aqui depois do café da manha.”
Kishan apertou minha mão e eu balancei a cabeça sonolenta. Dissemos boa noite ao Sr.Kadam e Kishan me levou de volta ao meu quarto.
Depois de escovar meus dentes e trocar meus pijamas no banheiro, encontrei Kishan recostado em minha cama usando somente um par de alças compridas que pendiam perigosamente baixas no quadril.
“Ahmm. O que está acontecendo?” Gaguejei nervosamente.
Ele piscou seus olhos dourados e olhou para mim. “Pensei em passarmos algum tempo juntos se você não estiver muito cansada.”
“Ah.”
Ele alisou o espaço da cama ao lado dele, e eu me aproximei hesitante.
O que há de errado comigo? Ele é meu namorado, não é? Se fosse o Ren em minha cama eu não teria parado. Por que eu fico tão nervosa com o Kishan?
Ele me observava com uma mistura de curiosidade e uma pontada de tristeza, eu limpei os pensamentos errados de minha mente e deitei ao lado dele. Ele colocou seu braço ao redor de mim e me aconchegou em seu amplo e quente peito, e esfregou minhas costas.
Eu eventualmente relaxei a sonolência se sobrepôs novamente.
“O que há de errado?” Ele perguntou rapidamente.
“Nada na verdade. Acho que estou apenas um pouco nervosa com a ideia de estar próxima de você fisicamente.”
Ouvi um ronco em seu peito. “Você não precisa ficar nervosa comigo Kells. Eu nunca a machucaria.”
Minha mente voltou para um fogo esverdeado. Eu estava nos braços de Ren e ele disse as exatas palavras. Eu espero que saiba que eu nunca machucaria você Kells. Meu coração bateu descompassadamente. Por um segundo parecia que iria rasgar ao meio.
Coloquei meu braço ao redor do peitoral de Kishan e o abracei. “Sei que você nunca me machucaria. É normal para duas pessoas que estão se conhecendo se sentirem... hesitantes e um pouco estranhas. Não leve isso pro pessoal. Eu gosto de estar próxima de você dessa maneira.”
“Bom.” Ele grunhiu. “Porque eu não vou me mover.” Ele pegou minha mão e pressionou contra seu peito, segurando-a e mantendo-a ali. “Está cansada?”
Balancei a cabeça. “Você não está?”
“Ainda não. Vá em frente e durma.”
Me fiz confortável em seu ombro e dormi, nem mesmo notei quando ele se transformou em tigre.
Na manha seguinte depois do café da manha, encontramos com o Sr.Kadam que havia organizado toda a sua pesquisa sobre a Cidade dos Sete Pagodes.
“Os primeiros registros documentários da cidade foram escritos pelo Sr.John Goldingham em 1798.Ele escreveu sobre sete pagodes construídos próximos ao mar. Ou ele estava escrevendo em teoria, ou elas não havia sido submergidas na época.”
“Como disse antes, havia um rumor de que Marco Polo visitou a cidade e a registrou em seu mapa Catalã em 1275, mas não há documentos sobre isso. O que me interessou mais sobre a cidade foram os laços que encontrei com Shangri-la.”
“O que está ligado a Shangri-la?” Perguntei.
“Você se lembra das sociedades utópicas que pesquisamos e sobre como a historia do dilúvio tem ligações comuns em cada cultura?”
“Sim.”
“Em Shangri-la vocês acharam objetos que cruzaram laços místicos por muitos povos. Os corvos Hugin e Munin dos nórdicos, as sirenes da Grécia, o Professor do Oceano do Tibet, O Portão dos Espíritos do Japão, até os Kappa dos chineses em Kishkindha... toda essas coisas vão além das fronteiras da Índia, e como resultado, comecei a pesquisar sobre cidades submersas em outras culturas. E a mais conhecida é-”
“Atlântida.”
Sr.Kadam sorriu para mim. “Correto. Atlântida.”
“O que é Atlântida?” Kishan perguntou.
Sr. Kadam se virou para mim. “Atlântida pensam que é uma história ficcional de Platão, mas existem estudiosos que acreditam que a história é baseada em fatos. Conforme a história é contada, a ilha de Atlântida era uma linda terra que pertencia a Posseidon. O rei da ilha era filho de Posseidon, Atlas, de onde o nome deriva. Diziam que a ilha era maior que a Austrália, localizada no Oceano Atlântico, que era também nomeado por Atlas, aliás, e localizado a vários quilômetros dos Pilares de Hércules, ou dos Estreitos de Gibraltar.”
“Posseidon estava orgulhoso de seu filho e das pessoas fortes e bravas que vivam na ilha. Embora um paraíso fosse oferecido e as pessoas possuíssem tudo que desejaram, eles se tornaram gananciosos e queriam mais. Ele sabia quem haviam terras saudáveis não muito longe, então os atlantes criaram um exército começaram a conquistar o território dentro dos Pilares de Hércules. Isso e somente isso era tolerado pelos desuses , mas os atlantes também forçavam a escravidão.”
“Os deuses se reuniram para discutir o que estava acontecendo e medidas foram tomadas para intervir. Terremotos, incêndios e inundações foram enviadas para humilhar os atlantes, mas o poder e a saúde eram tão fortes que ele se recusaram a mudar seu jeito. Finalmente os deuses forçaram Posseidon a destruir Atlântida. Ele ergueu os mares e causou um grande terremoto que partiu a terra a meio.Em sua ira, arremessou pedaços da ilha quebrada através do oceano, que caíram no esquecimento. Atlas que havia sido um matemático e astrônomo, foi punido pelos deuses e forçado a segurar o peso dos céus. *(Nota da tradutora,a Collen cometeu um possível erro de interpretação durante suas pesquisas, na mitologia ele foi o primeiro rei de Atlântida, mas Atlas era um titã – não era filho de Posseidon e sim de Jápeto e Climene - e ele foi forçado a segurar o céu por uma punição de Zeus quando tentou tomar posse do Olimpo com os outros titãs)
“Espere um minuto, pensei que Atlas segurasse a terra nas costas.” Disse.
“Não. Na verdade, ele segurava o céu. Homer disse que Atlas foi ‘aquele que conhece as profundezas de todo o céu, que mantém os pilares e que segura o céu e a terra separados.’ Foi dito que quando Atlântida foi destruída e seus pedaços separados, Atlas sentiu desespero e agonia pelo seu povo. Os deuses estavam desapontados com ele, e pior, ele havia perdido o respeito do seu pai. Cada pedaço que foi lançado longe, Atlas sentiu como se tivesse sido em seu peito. Ele lamenta como se carregasse o peso de sua cidade perdida. É por isso que muitas figuras de Atlas retratam ele dobrado de desespero enquanto cumpre seu dever”
“Não tinha ideia. Agora, você disse que haviam outras cidades submersas. Nunca ouvi falar de nenhuma outra.”
“Existem muitas outras cidades submersas. Mais delas do que eu posso nomear. Cada conto me levava a outras cinco. Tem . Há Meropis, como dito por Theopompus, o continente perdido de Mu que foi afundado no Pacífico, entre Polinésia e Japão, e Lemúria, uma perdida terra que se afundou ou no Oceano Índico ou no Oceano Pacífico. Então há Kumari Kandam, um reino submerso apelidado Terra da Pureza na ponta do sul da Índia, e Ys ou Ker-É da Bretanha. Os dinamarqueses têm Vineta, o Egito tem Menouthis e Herakleion, Jamaica tem Port Royal, e a Argentina tem Santa Fé la Vieja.”
“Algumas dessas cidades foram encontradas e algumas permanecem apenas nas histórias compartilhadas por diferentes culturas. As histórias em comum é de que os povos irritaram os deuses e foram punidos pelo mar. Muitas das lendas dizem que buscar as cidades é buscar a maldição que te condenará em primeiro lugar.
“Existe esse tipo de maldição na Cidade das Sete Pagodes?” Perguntei.
“Não sei. Espero que não. Talvez seguindo o padrão da Senhora Bicho da Seda, evitamos ser vitimas do mesmo destino. Talvez o mar nos poupe.”
Sr.Kadam abaixou o desenho que havia encontrado dos cinco dragões. “Na cultura chinesa cada dragão tem um território. Cada um passa o ponto da bússola: norte, sul, leste e oeste. Onde sobra o quinto dragão.”
“Talvez ele seja sem casa ou seja o centro da bússola.” Ofereci,
“Sim. Em fato existe uma menção de um dragão sem moradia, mas suspeito que o centro da bússola. Seja mais precisa neste caso. Eles também são chamados dos dragões dos cinco oceanos.” “Quais são os cinco oceanos?”
“O oceano do Norte é o Ártico, o Pacífico é do Leste, o Atlântico é do Oeste, o Índico é o do meio e o Antártico é o do Sul.”
“Então temos um oceano para cada dragão. Você acha que teremos que ir em cada oceano?”
“Não. Acredito que iremos achar o que buscamos aqui. Talvez eles sejam convocados.”
“Talvez eles trabalhem em conjunto.”
Sr.Kadam riu secamente. “Sim. Talvez.”
Peguei um papel com o desenho de um dragão chinês dançando. “Vi uma dessas danças no casamento que fui com Li.”
Entreguei a figura ao Kishan enquanto Sr.Kadam balançou a cabeça e explicou, “A dança do dragão é tipicamente vista durante o Ano Novo chinês. É uma honra e pede para que o dragão conceda boas coisas para o ano que está por vir. Dragões trazem chuva, observam o curso d’água, guardam tesouros, e conferem força, saúde, boa sorte e fertilidade. Conforme os séculos passaram, os chineses começaram a se autodenominar as Crianças do Dragão.”
“Nos casamentos, o casal recém casado pede aos dragões para abençoarem seu casamento; no Ano Novo, os pedidos são aplicados a todos os cidadãos. Eventualmente eu também acabei fazendo algumas pesquisas sobre as cores. Aparentemente cada cor têm diferentes poderes e características. Os dragões vermelhos e azuis são ferozes e destrutivos. Eles
podem causar tempestades violentas; eles batalham nas nuvens, e também dizem que eles são a razão dos trovões e dos raios”
“Dragões pretos são considerados maléficos e trapaceiros. Vermelhos são associados com o símbolo do vermelho: sangue, temperamento, raiva, amor, fogo, paixão, vulcões. Azuis são mais pacíficos. Eles são como águas de gelo e frias. Dourados são os reis e rainhas dos dragões, pois eles acumulam riquezas. Verdes podem curar e promover bem estar, mas eles também podem causar terremotos, cuspir acido e comer humanos. Brancos são pensativos e sábios; são vistos raramente, contam meias-verdades, são presságios de morte e suas escamas brilham como espelhos.”
“Parece ótimo.”
Kishan colocou seu braço ao redor de mim e apertou eu ombro.
“Se lembre Srta.Kelsey que isso somente é pesquisa. Seus dragões podem serem similares a esses ou completamente diferentes.”
“Eu sei.”
“Metade de nossa pesquisa sobre cabaças nunca foram aplicadas se lembra?”
“Sim. Eu me lembro. Mas ainda é bom estar preparado.”
Kishan sugeriu, “Talvez seja melhor ir pelo caminho sobre como mata-los, só se for o caso.”
Sr.Kadam concordou e passou por outras duas horas descrevendo diferentes tipos de dragões e suas tendências. Ele falou de serpentes reais indianas, palácios de cristais de baixo do oceano onde dragões jantam opalas e perolas, eram servidos por caranguejos e peixes.
Ele falou sobre padrões climáticos causados pelos dragões como ciclones, tufões e furacões. Ele falou sobre dragões barbudos, dragões com cabelo, de rabos longos, rabos curtos, com cinco garras, com quatro garras, os que podiam voar, alguns que viviam em cavernas, alguns que respiravam fogo, e nomeou eles: Ao Guang, Ao Qin, Ao Run, e Ao Shun, os dragões
chineses dos quatro pontos da bússola. Ele não sabia como o quinto dragão se chamaria.
Quando Sr.Kadam estava satisfeito que sabíamos tudo que havia aprender sobre dragões, ele sugeriu subir para a casa do leme para dar uma olhada em alguns dos mapas do capitão. Quando mencionei que iria almoçar no deque, ele disse que estava contando com o Fruto Dourado porque ele deu todo o dia de folga para a equipe, incluindo o capitão e seu imediato.
Peguei o Fruto Dourado enquanto o Sr.Kadam cuidadosamente guardava suas notas e traçava-as em sua escrivaninha. Então nós três subimos para a casa do leme. Ele levou o quimono com ele para que pudesse comparar os mapas.
Quando chegamos, ele pegou um grande e laminado mapa do Golfo de Bengala. O Fruto nos fez sanduiches e uma bandeja de melão picado, que ofereci ao Sr.Kadam, mas ele afastou com a intenção de estudar os mapas. Kishan e eu comemos sem ele.
Quando terminei, peguei o quimono e acompanhei o desenho com o dedo do dragão vermelho antes de colocar para baixo, com dragão virado para baixo em cima de um dos monitores. Coloquei meu dedo no Templo Shore e segui a linha de costura até o ponto vermelho, a primeira dos sete pagodes. O ponto vermelho cresceu e minha mão começou a brilhar.Os fios se desfizeram e começaram a se costurar novamente com uma agulha invisível. Eles desapareceram ao lado do quimono.
Nervosamente chamei o Kishan e Sr.Kadam , que estavam ambos inclinados sobre o mapa, quando virei o quimono. Os pontos vermelhos estavam se mexendo até chegarem no dragão vermelho. O dragão piscou e rugiu antes de voltar para o tecido novamente.
Em pânico, exclamei, “O que eu fiz? O que aconteceu?”
Sr.Kadam correu e colocou sua mão em meu braço, mas então congelou. “Consegue sentir isso Kishan?”
“Sim.”
“O que? O que é?” Perguntei. Ambos se viraram para a janela e olharam para o oceano.
“Alguém me conte. O que está acontecendo?”
Kishan colocou suas mãos em meus ombros. “É o navio Kells. Estamos nos movimentando.”

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