sábado, 2 de novembro de 2013

Capítulo 9: Vozes dos que partiram

Postado por Estante de Livros às sábado, novembro 02, 2013
Afastando-me do túmulo, me senti melancólica e
pesada. Fiz sombra em meus olhos para que eu pudesse olhar o
telhado da cabana. Palmeiras, samambaias e árvores retorcidas
estavam posicionadas de tal modo que eu podia imaginar que elas já
haviam sido cuidadas com minúcia para o paisagismo. Antigos
degraus de madeira com grades de corrimão rústicas conduziam até
a casa da selva e um dequefeito de tiras de bambu envolvia a estrutura.
Enquanto Nilima e Murphy voltavam para o avião, eu espanei o pó do degrau e sentei-me para esperar por Ren e Kishan, acalmando meu coração com a promessa de voltar ao lugar depois que quebrássemos a maldição. Perdi-me em pensamentos até ouvir o ruído dos passos de Ren e Kishan ao virarem a esquina.
Tentando tirar nossas mentes momentaneamente de nossa perda, pedi ao Colar copos grandes de água gelada, que bebemos quietos. Então contei a eles sobre o estranho sonho que tive no avião.
“O que acham que isso significa?” Perguntei.
“Não sei,” Ren disse. “Talvez sua conexão com Lokesh tenha se tornado mais forte assim que ele pegou a quarta parte do amuleto.”
“Ou talvez Sr. Kadam esteja mandando esses sonhos para ela,” Kishan sugeriu. “Como na vez em que ela sonhou com ele depois que a resgatamos.”
“Prefiro pensar que é a última opção,”
Ren agachou-se na minha frente e tocou a minha bochecha. “Assim com eu.”
“Descobriremos o que significa, Kells,” Kishan disse. Apontando sua cabeça na direção da casa logo acima, onde ele e sua família se refugiaram após a maldição, perguntou, “Gostaria de dar uma volta?” Ele pegou a minha mão e me guiou pelos degraus antigos. “Os construímos para que durassem. Mesmo assim, eles precisam de algum conserto.”
Corri minha mão pelo longo corrimão de madeira nodosa. “Está numa condição realmente boa para a idade que tem.”
A casa era feita de tábuas lisas de madeira. O design da estrutura era simples. Um tapete de bambu trançado cobria o chão e próximo a ele estavam uma mesa e uma cadeira de madeira entalhada. Um conjunto de prateleiras com uma larga bacia fora colocado em outro canto. Tigelas vazias de cabaça foram empilhadas ordenadamente em uma prateleira e eu podia ver os restos de uma toalha em um
balcão de madeira à esquerda. Soprando poeira e teias de aranha de uma ferramenta disforme, encontrei uma escova de cabelo de marfim esculpido.
“Gostaria de ficar com isso, se não se importa.”
Kishan sorriu gentilmente e disse de maneira suave, “Eu não me importo, bilauta.”
“Você e Ren dormiam aqui?”
Ele balançou sua cabeça. “Porque éramos tigres o tempo todo naquela época, dormíamos na selva ou próximos aos degraus, vigiando durante a noite. Às vezes dormíamos na casa do Kadam do outro lado. Se houvesse tempestade, mamãe insistia para que ficássemos do lado de dentro com eles, mas na maior parte do tempo tentávamos deixar nossos pais terem alguma privacidade.” Ele pegou minha mão e se dirigiu para a porta.
Eu perguntei, “Você acha que eles foram felizes aqui? Quero dizer, deixando seu palácio e suas riquezas para viver assim na selva?”
Kishan parou a caminho da mesa e virou-se. “Sim. Eles foram felizes aqui.” Ele deslizou os dedos delicadamente ao longo da minha mandíbula. “Quando se tem uma vida repleta de amor, não se precisa de mais nada.”
Percorri a sala devagar, pensando sobre Kishan e seus pais, Sr. Kadam e todas as coisas que ele havia visto e experimentando em sua longa vida. Mal conhecia uma fração delas. Há tantas coisas que eu queria saber sobre ele. Uma lágrima deslizou pela minha bochecha. Agora eu nunca saberia.
Kishan esperou pacientemente enquanto eu tocava cada objeto empoeirado.
“Você o ama, Kells?”
“Sim,” Respondi, sabendo exatamente o que ele queria dizer.
“Você me ama?”
“Sim.”
“Você tem certeza de que quer me escolher?”
“Sim.”
Kishan sorriu. “Bom. Prometo que darei o meu melhor para fazê-la feliz.” Ele colou seu braço em volta de mim.
Suspirei e pousei minha cabeça em seu ombro. “Kishan... Se quisermos nos fazer dar certo, teremos que deixar Ren. Não posso ser para você o que deveria com ele por perto. Será doloroso para todos nós.”
Ele beijou minha testa. “Então iremos embora. Depois que encontrarmos o quarto objeto, iremos.”
“Você deixaria a Índia por mim?”
“Em um piscar de olhos.”
Lentamente, deixei escapar um suspiro e pousei minha mão no braço de Kishan. “Gostaria de voltar aqui algum dia. Gostaria de plantar flores no túmulo do Sr. Kadam e fazer uma poda na selva.”
Ele sorriu e beijou minha testa. “Voltaremos com frequência se assim desejar.”
Enquanto caminhávamos pelos degraus, perguntei, “Se você tivesse algumas ferramentas acha que poderia reformar a casa?”
“Você quer fazer isso?” Ele saltou sobre os últimos degraus quebrados e pousou sem problemas.
“Seria legal ficar aqui de vez em quando,” Expliquei, saltando em segurança para o chão. “Este lugar é importante para você, para sua família. É sua casa.” Brinquei com a coleira de couro que ele usava em seu pulso, a que dei a ele em Mahabalipuram. “Quero que você sinta que seu patrimônio é lembrado e honrado.”
Ele colocou os braços em volta de mim. “Você é minha casa, Kelsey. Onde quer que você esteja é aonde eu pertenço.”
Encontramos Ren no fim da escadaria da frente, descascando um galho fino com uma faca antiga. Ele olhou para nossas mãos entrelaçadas e franziu a testa. “Encontrei a faca de caça do Papai enterrada na sujeira.”
“Ren, se estiver tudo bem para você, nós gostaríamos de voltar aqui algum dia e reformar a casa,” Eu disse hesitantemente. “Tecnicamente, você é o dono da propriedade já que é o herdeiro.”
Ele resmungou e levantou-se abruptamente. “Ser o herdeiro não significa nada.” Seus olhos cravaram-se em Kishan. “Então vocês dois querem construir um ninho aconchegante. Os pombinhos querem um lugar para chamar de lar, não é?”
Dei um passo na direção dele. “Ren, não.”
“Não o quê, Kelsey? Não reagir? Não sentir? Não falar? Que coisa você não quer que eu faça?”
“Ren, não quero brigar. Não hoje. Por favor.”
Ele ergueu seus olhos lacrimejantes e me estudou por um momento, então, cansado, virou a cabeça. “Faça o que quiser com o lugar. Não importa. Nada mais importa.”
Ele se afastou em direção ao avião.
Tão rápido quanto nós chegamos, Murphy nos levou de volta para a casa de Ren e Kishan na selva. Os irmãos e eu ficamos para trás na garagem, dando nosso último adeus ao nosso velho piloto Sr. Kadam. Finalmente caminhamos para a cozinha, onde encontramos uma Nilima chorosa.
“Ele sabia que tudo isso aconteceria! Kadam planejou tudo!” Ela anunciou.
Pus minha mão em seus ombros trêmulos.
“Do que está falando?” Perguntei.
Ela fungou ruidosamente e virou-se para a mesa da cozinha. Agarrando um punhado de papéis e um envelope pardo, sacudiu o punhado de documentos e gritou, “Achei isso. Ele deixou para nós. Ele planejou tudo!”
Ren colocou a mão em seu braço. Ele rapidamente deu uma olhada nos documentos e franziu a testa. “Acho que você deve ler em voz alta, Kells. Se importa?”
O envelope havia sido enviado por um correio prioritário de um escritório de advocacia de Mumbai. A primeira página era uma carta. Comecei:
Meus queridos,
Quando receberem esta carta, eu estarei morto. Sei que vocês têm muitas perguntas que eu não pude responder antes e ainda existem muitas coisas que eu não poderei compartilhar agora. Como vocês devem ter imaginado, o amuleto que eu usava me curou de pequenas feridas, preveniu doenças e me manteve vivo por séculos. Ele também tem mais poder que nós havíamos pensado anteriormente.
Ele tem a habilidade de controlar o tempo e o espaço. Descobri este potencialmente mais perigoso poder por puro acaso quando tentei salvar Nilima no barco. O amuleto nos remove fisicamente e nos deixa soltos no cosmo.
Ele também foi capaz de apagar a memória de Nilima sobre o acontecimento. Perdoe-me, minha querida, mas queria que pelo menos um de nós pudesse se recuperar da experiência e fosse capaz de ter uma vida normal.
Durante aquele período de tempo, pude ver o tempo se desdobrar diante de mim. Aprendi mais sobre o universo que um homem deveria saber. É um fardo terrível saber o futuro. Eu não quis isso para você, Nilima.
Se houvesse existido qualquer maneira de garantir um resultado bem-sucedido sem minha morte, eu não teria me sacrificado. Por favor, acreditem nisto. Eu teria preferido ajudá-los a terminarem a busca de Durga e teria apreciado seu filho saltando em meus joelhos, Senhorita Kelsey. Não desejava nem um pouco deixá-la, mas era necessário.
Se eu sobrevivesse, um de você teria sido morto. Não poderia deixar que isso acontecesse. Quando Lokesh pegou o amuleto, usei seu poder para mandá-lo para o passado, porque era onde ele estava destinado a ir. Mas isto não significa que ele se foi para sempre e que estão salvos dele.
Também sei que definitivamente sempre foi seu destino vencer Lokesh e só existe uma maneira de fazê-lo – através do poder do tigre.
Foi destinado que dois dignos filhos da Índia exercessem este poder e embora eu não possa dizer mais neste momento, direi que não posso pensar em quaisquer homens tão admiráveis e corajosos como vocês dois. O destino escolheu bem. Vidas de muitos foram confiadas aos seus cuidados. Considerem suas ações cuidadosamente. Ainda há muito trabalho a ser feito.
Senhorita Kelsey, lhe deixo a minha biblioteca. Todos os livros que tenho agora pertencem a você. Esta biblioteca será o início de sua própria coleção. Mesmo que você deixe-os aqui ou os leve com você quando se casar, são seus. Você é uma filha para mim e este presente não é nada comparado ao que me deu.
Estude os livros que falam sobre a criação de Durga. Este conhecimento vai ajudá-la em sua jornada. Cuide de Ren e Kishan – ambos precisam de você e guarde seu pedaço de amuleto bem. Ele é o único objeto protegendo o mundo de Lokesh, ele não irá parar até tirá-lo de você.
Quando vocês o conheceram, Lokesh ainda era mortal, mas no passado ele abraçou o mal e permitiu que sua alma apodrecesse na escuridão. Através da magia negra e manipulação no amuleto, ele tornou-se um demônio e embora ele vá cair por suas mãos, não será nesta época e nem neste lugar. Para derrotá-lo, você deve viajar para o passado e enfrentá-lo quando ele está em seu estado mais poderoso.(não disse?)
Eu incluí a tradução da quarta profecia para guiá-los no seu caminho. Nilima pode levá-los às Ilhas Andaman, onde encontrará a Cidade da Luz. Não tenha medo da chama, Senhorita Kelsey, pois se você estiver preparada, não irá machucá-la. O objeto que estão procurando é chamado de Corda de Fogo. Ela irá transportá-los para a época e o lugar para o qual mandei Lokesh. Lá encontrarão um guia que os ajudará em sua batalha. Para usar a Corda, simplesmente pense em quando e aonde querem ir no tempo, vocês só precisam chicoteá-lo em um círculo. Um portal irá abrir-se e vocês serão capazes de se deslocarem pelo tempo.
Nilima deve ficar para trás e cuidar de todas as dificuldades que surgirão na empresa devido à minha morte. Se ela for com vocês ao passado, perecerá. Ela não deve ir!
Desejo poder estar com vocês. Desejo poder lhes contar tudo. Mas prometo que eu vi seus futuros e sei que sairão vitoriosos. Vocês vencerão o monstro. Contem um com o outro; Confiem um no outro. Em frente há uma vida cheia de amor e felicidade para todos vocês.
Há uma história sobre um rei e seu filho que deve lhes dar algum conforto: Um oráculo predisse que o menino morreria picado por uma cobra no quarto dia de seu casamento. O rei, triste com a notícia, prometeu que seu filho nunca se casaria e lhe ensinou a encontrar um defeito em cada princesa que viesse buscar sua mão.
Anos se passaram e, um dia quando o rei estava longe, uma jovem mulher irrompeu pelas portas do castelo e acusou o príncipe de estar erroneamente aprisionando seu pai.
O príncipe ficou chocado. Nenhuma mulher jamais havia falado com ele daquela maneira antes. Seus olhos se fixaram na mancha em sua bochecha e em um olho que era de um tom mais azul que o outro. Mas como ela continuou a lhe implorar, aqueles pensamentos caíram e logo ele notou o contorno de sua figura, o fulgor de seus olhos e o brilho de seus cabelos negros.
O príncipe exigiu que o pai dela fosse liberto. Em vez de prometer seu agradecimento eterno, a mulher fez uma reverência curta e formal, que só fez o príncipe amá-la mais. Ele declarou seus sentimentos à mulher, quem simplesmente zombou dele com desdém. No entanto, a sua persistência venceu no fim e ela veio a amá-lo tão fervorosamente quanto um dia o insultou.
Apesar das dúvidas do rei, os dois se casaram e ele contou à nova noiva sobre a predição do oráculo. Na quarta noite do seu casamento, a noiva arrumou cada peça de ouro e prata e as jóias que o casal tinha. Tanto ela quanto o príncipe mantiveram vigília durante a noite e esperaram pela serpente. Ela acendeu as luzes, contou histórias ao marido e cantou para que ele se mantivesse acordado.
Mais tarde naquela noite, o deus da morte, Yama, chegou com um disfarce de uma cobra, mas seus olhos se deslumbraram com as luzes e a
riqueza amontoada no chão. Ele oscilou com o ritmo alegre das canções e ao amanhecer, foi incapaz de cumprir a profecia e arrastou-se para ir embora.
Eu conto esta história por duas razões. Primeiro, quero que vocês se lembrem que mesmo que seus passos tenham sido marcados em um caminho que não é de suas escolhas, vocês ainda têm liberdade para decidir seus próprios destinos. Não quero mais nada além de que sejam felizes. Esta história é um excelente exemplo da reviravolta do destino ao seu favor.
Também gostaria que vocês soubessem que eu escolhi meu destino e não poderia ter desejado uma melhor morte ou ter mais esperança de um resultado benéfico. Não fiquem de luto por mim e considerem as bênçãos de uma vida bem vivida.
Há um ditado que diz: “Quando um pai dá ao seu filho, ambos riem. Quando um filho dá ao seu pai, ambos choram.” Vocês têm me dado muito, meus filhos. Estou muito orgulho de vocês. Tenho me lamentado com frequência com o pensamento de deixá-los, mas sei que serão capazes de continuarem sem mim. Cuidem de minha Senhorita Kelsey.
Os deixarei com um soneto. Talvez a leitura dele vá consolar todos nós.
SONETO 30
William Shakespeare
Quando à corte silente do pensar Eu convoco as lembranças do passado, Suspiro pelo que ontem fui buscar, Chorando o tempo já desperdiçado, Afogo olhar em lágrima, tão rara, Por amigos que a morte anoiteceu; Pranteio dor que o amor já superara, Deplorando o que desapareceu. Posso então lastimar o erro esquecido,
E de tais penas recontar as sagas, Chorando o já chorado e já sofrido,
Tornando a pagar contas todas pagas. Mas, amigo, se em ti penso um momento, Vão-se as perdas e acaba o sofrimento.
Pensarei em vós com freqüência, meus queridos amigos. Até que nos encontremos novamente. Anik Kadam.
Como se fosse um tributo silencioso, Ren e Kishan voltaram a ser tigres. Minha mão caiu pesadamente em meu colo e olhei em silêncio pela janela da cozinha. Nilima chorou baixinho. “Por que ele não me disse? Eu poderia ter dividido esta carga com ele”, Declarou ela emocionada. “Ele não queria isso para você,” Respondi e esfreguei suas costas. “Ele não queria isso para qualquer um de nós.” Recolhendo os papéis, li a tradução da quarta profecia feita pelo Sr. Kadam. Chamas dos Céus, Nascer e Pôr do Sol, Esperam com um Sopro Ardente, Caldeira Descendente, E Qilin defende, Enquanto Rakshasas procuram sua morte, Quando Bodha está perto, Aquilo que você teme, Irá ameaçar separá-lo em dois. Mas, com armadura e espada, Você encontrará sua recompensa E os feitiços de ilusão se desfarão. Os Senhores do Fogo
Pretendem conspirar Para mantê-lo longe do que você precisa. Um chicote flamejante No Esconderijo da Quimera É um prêmio que eles certamente não irão ceder. Então, quando você ganhar E sua tarefa estiver cumprida, É hora de atravessar o passado. Quando o destino se aproxima, Supere seus inimigos E traga a paz para Índia por fim.
“Há uma nota anexada à profecia,” Eu li. ‘“Eu reuni nesta lista o que acredito que vocês precisão enfrentar nesta última viagem. Em primeiro lugar, vocês devem viajar para as Ilhas Andaman, onde irão pegar um barco para a Ilha Barren, uma pequena ilha vulcânica que tem o diâmetro de apenas três quilômetros. Há coordenadas de como encontrar a Ilha Barren no GPS que eu instalei na embarcação.” “Assim que vocês chegarem à ilha, subam até o topo do penhasco e desçam pela caldeira. Vocês devem proceder com cautela. Este vulcão está ativo e o penhasco é íngreme. Ele entrou em erupção este ano. A ilha é inabitada por humanos, mas existirão outras criaturas que não pertencem a este mundo. Vocês devem enfrentar a chama para entrar em Bodha, uma Cidade da Luz lendária que se encontra no centro da Terra.” “Não se sabe muito sobre a cidade e seus habitantes, mas há um relato de um marinho perdido da Noruega que encontrou a entrada para a cidade subterrânea através de uma caverna no Pólo Norte escrito por Willis George Emerson. A história de Jules Verne, Jornada ao Centro da Terra, também é relacionado à Bodha. Neste caso, o aventureiro viajou para o centro da Terra por túneis vulcânicos na Islândia para encontrar um mundo perdido.”
“Algumas das outras criaturas que devem cruzar o seu caminho de acordo com a profecia são Qilin e Rakshasas. Um Qilin é uma criatura da mitologia chinesa. Ele tem a cabeça de um dragão, chifres de cervo e o corpo coberto de escamas como um peixe. Dizem que ele é uma gentil criatura e simboliza boa sorte. Rakshasas podem mudar de forma e devoram homens, usam magia e ilusões para capturarem sua presa. São guerreiros e difíceis de matar. Eles possuem garras venenosas.” “Tenham cuidado com a Quimera, de quem é mais provável que a Senhorita Kelsey já tenha ouvido falar. É um leão com cauda de cobra e mais uma cabeça que geralmente é representada por uma cabra. A Quimera cospe fogo e é muito perigosa.” “Você se encontrará com os Senhores do Fogo, são irmãos gêmeos malandros, poderosos e gananciosos. Um pode ser colocado contra o outro, mas unindo-se contra vocês, o resultado será trágico. Um deles luta com uma GáeBolga - um arpão entalhado em forma de uma lança. Sua extremidade se abre em trinta flechas pontiagudas com o impacto. A única maneira de remover a arma é cortá-la. O outro gêmeo empunha um par de chicotes farpados.” “Não sei que tipos de criatura serão os Nascer e Pôr do Sol, então eu me prepararia para o pior e esperaria o melhor. É o máximo que podem se preparar. Boa sorte a todos. ’’’ Nilima fungou enquanto eu colocava os papéis para baixo e senti o nariz de um tigre na minha perna. Ren apontou para as escadas com o olhar. Sabia exatamente o que ele queria dizer. Era hora de deixar este longo dia para trás. Após Nilima e eu dizermos boa noite, subi as escadas com meus dois tigres arrastando-se atrás de mim. Eles pararam no andar do meu quarto e me assistiram enquanto eu me movia com olhos sonolentos estreitados em fendas. Subi na cama e tentei guardar cada detalhe do rosto do Sr. Kadam em minha mente para sempre.

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